Busca por sintomas no Google irá retornar prováveis condições e doenças relacionadas

Por Gabriel Alves

A partir desta terça (7), quem estiver no Brasil e digitar um sintoma na caixa de buscas do Google se deparará com as patologias e condições mais frequentemente associadas a ele. Alguns usuários já têm desde hoje acesso ao recurso.

Por exemplo, se o termo buscado for “dor no joelho”, serão exibidas opções que vão desde torção de joelho até artrose.

O novo recurso, só acessível via buscas em smartphones, é um resultado da parceria entre a empresa e o Hospital Israelita Albert Einstein. O lançamento foi anunciado para a imprensa nesta segunda (6), na sede do Google em São Paulo.

Busca por Sintomas
Exemplo de busca por sintomas (Divulgação/Google)

Trata-se de uma continuação dos painéis informativos de saúde feitos pela mesma parceria que conta com mais de 400 doenças cadastradas, em vigor desde março do ano passado (se não conhece, tente buscar por “chikungunya”, por exemplo).

A novidade é a associação dessas doenças/condições aos sintomas –150, por ora. O país é o segundo a ter esse tipo de recurso. Os EUA disponibilizaram sua versão em junho de 2016. Hoje, cerca de 5% das buscas do Google são relacionadas à saúde e 1% está ligada a sintomas.

Entre os sintomas mais buscados no Google estão garganta inflamada, dor de cabeça, faringite, dor nas costas, dor no peito, hipotermia, taquicardia, dor no estômago, dor na nuca, tontura.

Berthier Ribeiro Neto, diretor de engenharia do Google, diz que o novo recurso deve funcionar como uma espécie de resumo referendo do que já aparece nas opções do Google.

As associações entre sintomas e doenças foram primeiramente feitas por um algoritmo desenvolvido pelo engenheiro Hermes Freitas –que acertou 80% delas. Depois, foi a vez de o Einstein entrar com seus especialistas para certificar que o que é mostrado está de acordo com as evidências médicas mais recentes –foram mais de mil consultas validadas.

Há uma natural preocupação tanto da gigante de tecnologia quanto do Einstein de não fomentar a automedicação: apesar de informar sobre os possíveis tratamentos, sempre é sugerido que médicos e especialistas sejam buscados para passar as orientações mais adequadas.

De acordo com o presidente do Einstein, o cirurgião Sidney Klayner, a ideia da plataforma é fornecer uma informação qualificada e revisada para, no fim das contas,  melhorar a relação médico-paciente, informando o lado de cá.

CARNAVAL

Um recurso “extra” disponibilizado é um painel sobre contracepção. A ideia é informar sobre os vários métodos contraceptivos, aproveitando a deixa do carnaval.

Será possível fazer uma comparação rápida entre pílula, DIU e camisinha, por exemplo, para que a escolha seja feita de forma consciente e informada. Veja abaixo como deve funcionar:


 

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